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Sistema Solar em miniaturaAgência FAPESP - 15 fevereiro 2008
Com a ajuda de uma nova técnica de observação, astrônomos de 11 países descobrem sistema semelhante ao Solar, com planetas que lembram versões reduzidas de Júpiter e Saturno.
Os dois planetas foram observados quando a estrela que orbitam cruzou em frente a uma estrela mais distante, em relação à posição da Terra. O resultado foi que durante um período de duas semanas, entre março e abril de 2006, a estrela mais próxima ampliou em 500 vezes a luz da mais distante, em um evento conhecido como microlente gravitacional. A técnica de observação a partir do fenômeno é baseada em um conceito discutido inicialmente por Albert Einstein no início do século 20. Quando astrônomos observam uma estrela, as ondas luminosas viajam da estrela até o telescópio. Entretanto, se outra estrela cruza o caminho – ainda que separadas por grandes distâncias –, a gravidade do objeto mais próximo atua como uma lente que aumenta a luz. Telescópios não são capazes de identificar detalhes na imagem ampliada, mas conseguem perceber um pico na intensidade luminosa. E, quando um planeta está presente e próximo à estrela mais próxima, a gravidade do planeta adiciona um pico próprio. E é esse pico que é usado pelos astrônomos para determinar o tamanho do planeta e a distância de sua estrela. "Esta é a primeira vez em que um planeta com massa similar à de Júpiter é detectado junto com planetas adicionais. Podemos chamar isso de sorte, mas acho que significa que tais sistemas são comuns em nossa galáxia", disse Gaudi. O artigo Discovery of Jupiter/Saturn analog with gravitational microlensing, de Scott Gaudi e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.
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